nova-curva-igreja-celular-2

Sob a égide do Pico do Itambé, descansam singelas as cidades que o reverenciam, Serro, Diamantina, Alvorada de Minas, Santo Antônio do Itambé…

Encantos e delícias convidam a inesquecíveis descobertas. Aqui o tempo passa sem pressa. Os dias têm ritmo de café com quitanda. As noites são embaladas por orquestras de insetos e répteis e enfeitadas por um sem fim de estrelas. Entre paisagens rurais, belezas naturais e ruelas históricas, a Cachaça Menina Branca passeia sem pedir licença, filha que é destas terras.
Terras que abrigam entre serras e cachoeiras, sobrados e casarões e rica memória, histórias muitas, contadas pelos mais antigos amantes de suas delícia. Montanhas que se douram pelo sol fabricam paisagens que enchem o olhar dos que passam a observá-las. Um sem fim de rios, riachos e cachoeiras umedece o castigo do astro de fogo.
Elevado à categoria de cidade em 1838, o Serro, a 311 quilômetros de Belo Horizonte, é o município de referência da Cachaça Menina Branca. Por aqui ela anda faceira, iluminando sonhos e inspirando aventuras entre seus amantes. De gente desconfiada, pouco aberta a novidades e cheia de matreirices faz-se o Serro do Frio – antes Vila do Príncipe – que, por tempos de agora, muito frio já não faz, no dizer dos que por ali vivem, que dizem muitas mais coisas. Por exemplo, dizem que os primeiro bandeirantes, orientados pelo Pico do Itambé, àquelas terras chegaram em 1700, apesar de as primeiras provas de existência da comarca datarem de 1702. Dizem, ainda, que as serras frias de águas claras e frescas e ar agradável serviam aos governantes e “amigos do rei” como espaço de descanso e orgias. Muitas coisas mais dizem. Afinal, a história oficial não satisfaz por completo a vontade de aventura e a imaginação. Alguns detalhes extras enriquecem e fornecem poesia aos fatos.
A 90km do Serro está Diamantina! Uma das filhas da Vila do Príncipe – emancipada em 1831 e elevada à cidade em 1838. O casario colonial de inspiração barroca; as edificações históricas; as igrejas seculares; a belíssima paisagem natural e uma forte tradição religiosa, folclórica e musical conferem uma singularidade especial à cidade.
Por essa terra já passaram tropeiros em busca da preciosa gema chamada diamante, que deu nome à cidade. Por aqui, ao longo dos séculos passaram imperadores e servos da coroa portuguesa. Assim como a famosa escrava que se fez rainha, Xica da Silva, que nasceu no Serro mas se fez nobre em Diamantina.

 e pôde transformar toda a história de uma nação.